Melanésia
África Ocidental
L'identité de la nation
Serra Leoa é um país pequeno na costa oeste da África, encaixado entre a Guiné e a Libéria, conhecido por suas praias, suas florestas tropicais e por um povo caloroso e hospitaleiro. Sua história é única: em 1787, um grupo de ex-escravos libertos fundou ali a “Província da Liberdade”, origem da cidade de Freetown (que significa “cidade livre”). Por décadas, o porto de Freetown recebeu africanos resgatados de navios negreiros pela marinha britânica, formando um povo novo, de várias etnias e línguas, unido pelo crioulo krio (a língua nascida da mistura entre inglês e línguas africanas). Até hoje Serra Leoa é lembrada como um dos lugares mais tolerantes do mundo em relação à religião: é comum encontrar a mesma família com membros muçulmanos e cristãos convivendo em paz.
Foi esse encontro de povos libertos que também trouxe o evangelho ao país de forma marcante. Freetown se tornou sede da Fourah Bay College, fundada em 1827, a primeira faculdade de estilo ocidental da África ao sul do Saara, que formou gerações de pastores, professores e líderes cristãos para toda a região. Por isso a cidade ganhou o apelido de “Atenas da África Ocidental”. Essa herança cristã, porém, é mais forte na capital e entre o povo krio do que no interior do país, onde a maioria da população segue o islã ou as religiões tradicionais dos seus antepassados.
Nas últimas décadas, Serra Leoa atravessou um período de sofrimento profundo. Entre 1991 e 2002, uma guerra civil alimentada pela disputa por diamantes deixou dezenas de milhares de mortos e feriu uma geração inteira, incluindo muitas crianças forçadas a lutar. Anos depois, entre 2014 e 2016, o país foi um dos mais atingidos pela epidemia de ebola, que matou milhares de pessoas. Em 2017, um deslizamento de terra em Freetown, provocado por chuvas fortíssimas, matou mais de mil pessoas em poucos minutos. Apesar de tanta dor, o povo serra-leonês é conhecido pela capacidade de recomeçar, e a igreja local tem sido parte ativa da reconstrução, cuidando de órfãos, viúvas e sobreviventes.
No interior do país, especialmente no norte e no leste, vivem povos como os kuranko, os fulbe (também chamados fula), os susus e outros, majoritariamente muçulmanos ou ligados às religiões de seus ancestrais, com pouquíssimos seguidores de Jesus. Ali, a vida comunitária ainda é fortemente moldada por sociedades secretas como o poro (para os homens) e o bondo, também chamado sande (para as mulheres), que conduzem ritos de iniciação e ensinam segredos considerados sagrados desde a infância. Romper com essas estruturas para seguir Cristo tem um custo social alto, e é uma das razões pelas quais esses povos seguem sem uma igreja própria e sustentável.
Por outro lado, há sinais de esperança: o movimento evangélico cresce entre povos como os limbas, e cristãos serra-leoneses formados em suas próprias escolas teológicas têm potencial para alcançar seus vizinhos com respeito e amor, sem depender de estrangeiros. Um país que já sobreviveu à guerra, à peste e à lama tem, na fé que resiste, uma de suas maiores riquezas.
Serra Leoa fica na costa oeste da África, banhada pelo oceano Atlântico, entre a Guiné e a Libéria. O país é pequeno, mas bem variado: uma península montanhosa e cheia de praias ao redor de Freetown, mangues e planícies alagadas ao longo do litoral, savanas mais secas no norte e florestas tropicais densas no leste e no sul, onde também ficam as principais áreas de garimpo de diamantes.
Prato mais tradicional do país: arroz servido com um molho de folhas (de mandioca, batata-doce ou outras verduras) cozido em óleo de palma vermelho, com peixe ou carne.
Folhas de mandioca bem socadas e cozidas com óleo de palma, peixe seco e pimenta; considerada por muitos o prato nacional.
Peixe fresco do Atlântico, preparado na brasa ou defumado, vendido em barracas de rua perto das praias.
Ensopado cremoso feito com pasta de amendoim, tomate e carne ou peixe, servido sobre arroz.
Massa feita de mandioca ou inhame pilado, usada para acompanhar os molhos e as sopas.
Manga, abacaxi e banana são comuns e vendidos frescos nas ruas e mercados.
Culture et spiritualité
2a · La culture
Fundada em 1827, foi a primeira faculdade de estilo ocidental da África Subsaariana, formando pastores e professores para toda a região; por isso Freetown ganhou o apelido de "Atenas da África Ocidental".
Árvore símbolo de Freetown, no centro da cidade, onde os primeiros colonos libertos se reuniram para orar de agradecimento ao chegar em 1792.
Trabalhos em madeira usados em cerimônias tradicionais, hoje também valorizados como arte.
Ritmo e dança de tambor trazidos pelos colonos libertos, ainda tocado em festas e celebrações populares.
Tecido tradicional feito à mão em tiras estreitas costuradas, usado em roupas cerimoniais.
2b · Le terrain
Domaines de combat spirituel et de captivité culturelle à couvrir dans la prière. Touchez chaque point pour comprendre:
O poro e o bondo moldam a identidade de meninos e meninas desde cedo, prendendo comunidades inteiras a juramentos e rituais de iniciação.
A crença em bruxaria é usada para explicar doenças e desgraças, gerando acusações que ferem famílias inteiras.
Seguido pela maioria da população, muitas vezes misturado a práticas espíritas locais.
O culto aos ancestrais e aos espíritos da natureza ainda orienta decisões do dia a dia em várias etnias do interior.
A riqueza mineral gerou décadas de disputa, corrupção e guerra pelo controle das pedras.
Traumas não resolvidos de dez anos de conflito civil ainda pesam sobre famílias e comunidades.
A epidemia de 2014 a 2016 deixou marcas de luto e desconfiança em relação a instituições, inclusive religiosas.
Muitos se dizem cristãos por tradição de família, sem uma fé pessoal viva.
Jovens deixam o interior em busca de oportunidades em Freetown, enfraquecendo o tecido social das aldeias.
Prática comum em famílias muçulmanas e tradicionais, sobretudo fora das grandes cidades.
Serra Leoa é conhecida como um dos países mais tolerantes do mundo em matéria de religião. É comum ver a mesma família com parentes muçulmanos e cristãos, celebrando junto as festas de ambas as fés, e a lei garante a liberdade de trocar de religião sem interferência do Estado. A perseguição declarada e violenta, do tipo vista em outros países, não é a realidade de Serra Leoa.
Ainda assim, existem pressões mais silenciosas. Em famílias e povos de maioria muçulmana, sobretudo no norte do país, quem decide seguir Jesus pode enfrentar rejeição de parentes e isolamento social, mesmo sem violência física. Também pesa sobre muitos jovens, homens e mulheres, a obrigação social de participar das sociedades secretas poro e bondo; recusar-se por causa da fé cristã pode gerar forte pressão da comunidade. São desafios reais, mas discretos, dentro de um país que, de modo geral, trata a diversidade religiosa com respeito.
Le score de persécution va de 0 à 100: plus il est élevé, plus la pression sur les chrétiens est forte.
Serra Leoa tem cerca de 27 grupos étnicos diferentes. Perto da costa e em Freetown, a herança dos colonos libertos deixou uma presença cristã mais forte, especialmente entre o povo krio. Mas, subindo para o norte e o leste, a realidade muda: povos como os kuranko, os fulbe (fula) e os susus são, em sua maioria, muçulmanos ou seguidores das religiões de seus ancestrais, com pouquíssimos cristãos entre eles. Ao todo, 12 dos 27 povos do país ainda são considerados não alcançados pelo evangelho, a maioria concentrada nessas regiões do interior.
Fonte dos dados de povos: Joshua Project (joshuaproject.net). Estimativas, podem variar.
Source: Joshua Project. Estimations, susceptibles de varier.
Intercédez pour cette nation
Chaque nation porte un dessein rédempteur. Des traits qui semblent faire partie de l'identité que Dieu désire restaurer:
Logistique pour ceux qui souhaitent partir
Preço aproximado de um prato do dia em Freetown.
Valeurs de référence (source: Numbeo). Vérifiez avant de voyager.
Tous ne partent pas, tous participent
Derrière chaque ouvrier parmi ces peuples se trouve un réseau de personnes qui prient sans cesse, prennent soin de la famille restée au pays et soutiennent l'œuvre avec fidélité. Envoyer, c'est aussi une mission.
Commencez par votre église: présentez-lui cette nation, adoptez-la dans une prière continue et marchez aux côtés de ceux que Dieu suscite pour partir.
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