África Ocidental
Oceania · Melanésia
L'identité de la nation
As Ilhas Salomão formam um arquipélago (conjunto de ilhas) na Melanésia, região do Pacífico Sul a nordeste da Austrália, com quase mil ilhas espalhadas por um mar imenso. Cerca de 830 mil pessoas vivem divididas em mais de 70 línguas e culturas diferentes, a maioria em pequenas aldeias costeiras que dependem da pesca e da agricultura de subsistência. Essa grande diversidade, ilha por ilha, faz do arquipélago um mosaico único de povos dentro de uma única nação.
O cristianismo chegou às ilhas ainda no século XIX, primeiro com tentativas católicas na década de 1840 e depois com uma iniciativa anglicana que, desde o início, apostou em formar pregadores e catequistas nativos em vez de depender só de estrangeiros. Esse investimento deu frutos: em 1925, o ex-policial Ini Kopuria, nascido perto de Maravovo, em Guadalcanal, fundou a Irmandade Melanésia, uma ordem religiosa formada só por salomonenses que ainda hoje leva o evangelho a comunidades remotas do Pacífico. Hoje, mais de 95% da população se declara cristã, entre anglicanos, católicos, metodistas e um número crescente de evangélicos.
Mas essa identidade cristã quase universal convive com o kastom, o conjunto de costumes, tabus (proibições tradicionais) e crenças ancestrais que molda a vida das aldeias há muito mais tempo que a igreja. Entre o povo ‘are’are, por exemplo, pesquisadores notam que a maioria se diz cristã, mas muitos ainda misturam a fé com práticas antigas ligadas a espíritos da terra e do mar. Esse tipo de mistura, chamado de sincretismo, faz da profundidade da fé, e não da conversão inicial, o maior desafio espiritual do país.
Entre 1998 e 2003, o país viveu um período conhecido como “a tensão étnica”, quando grupos armados de Guadalcanal e de Malaita entraram em conflito por terra e poder, deixando dezenas de mortos e milhares de deslocados, mesmo em uma nação onde quase todo mundo frequenta uma igreja aos domingos. Uma missão regional liderada pela Austrália ajudou a restaurar a ordem, mas as feridas de desconfiança entre ilhas e clãs ainda pedem um trabalho profundo de perdão e reconciliação, algo que só o evangelho vivido de verdade pode sustentar.
Apesar dos desafios, há muita esperança: as igrejas das Ilhas Salomão têm um talento natural para o louvor comunitário e já enviam seus próprios obreiros a outras ilhas do Pacífico. O maior ponto cego do mapa espiritual do país é pequeno, mas real: a comunidade surda, que se comunica pela Língua de Sinais das Ilhas Salomão e permanece, em sua maioria, sem nenhum contato com o evangelho em uma língua que consiga entender de verdade.
As Ilhas Salomão formam um arquipélago de quase mil ilhas na Melanésia, no Pacífico Sul, a nordeste da Austrália e a leste da Papua-Nova Guiné. O território inclui seis ilhas principais, entre elas Guadalcanal, Malaita, Nova Geórgia e Makira, além de centenas de ilhotas e atóis (pequenas ilhas de coral em forma de anel). O relevo varia de montanhas vulcânicas cobertas de floresta densa a recifes de coral e praias baixas, e boa parte da população vive espalhada em vilarejos costeiros de difícil acesso.
Pasta de taro (uma raiz parecida com um inhame) fermentada e batida até virar um purê, servida como acompanhamento de peixe ou porco
Peixe cru marinado em suco de limão e leite de coco, com pimenta e vegetais, parecido com um ceviche
Refeição cozida em forno de terra (um buraco coberto por pedras quentes e folhas), tradicional em festas e celebrações
Presente em quase todo prato local, do peixe aos doces, extraído da polpa do coco ralado
Batata-doce, uma das principais raízes cultivadas nas ilhas, cozida, assada ou amassada
Amêndoa nativa torrada ou usada em pudins, muito valorizada nas ilhas ocidentais
Feito com mandioca ralada, assado ou frito, alimento básico em muitas comunidades
Culture et spiritualité
2a · La culture
Nas lagoas de Langa Langa, em Malaita, artesãos ainda fabricam cordões de conchas usados como dinheiro tradicional em casamentos e trocas
O povo 'are'are, em Malaita, é conhecido por suas orquestras de panpipes (flautas de bambu), reconhecidas internacionalmente
Canoas de guerra tradicionais eram decoradas com nguzunguzu, pequenas figuras de proa esculpidas para proteger os navegadores
"Wantok" (quem fala a mesma língua) é a rede de parentes e vizinhos que se ajudam mutuamente, base da vida social nas ilhas
A terra é vista como herança viva dos antepassados, e quase todo pedaço dela pertence a um clã, não a indivíduos
Festas de aldeia reúnem canto, dança e tambores para marcar casamentos, colheitas e outras ocasiões importantes
2b · Le terrain
Domaines de combat spirituel et de captivité culturelle à couvrir dans la prière. Touchez chaque point pour comprendre:
Crenças em feitiçaria ainda levam a acusações que resultam em violência real, principalmente contra mulheres, viúvas e idosos.
Rivalidades antigas entre ilhas e grupos de parentesco, como Guadalcanal e Malaita, continuam gerando desconfiança e conflitos por terra.
Muitas pessoas se dizem cristãs por tradição de família, sem que a fé tenha tocado profundamente o dia a dia.
A concorrência entre igrejas por fiéis, às vezes mais forte que o desejo de anunciar Jesus juntas, gera rivalidade em vez de unidade.
O kastom (conjunto de costumes e crenças antigas) mantém vivo o medo de espíritos da terra, do mar e dos antepassados por trás da fachada cristã.
Conflitos de terra e honra ainda são resolvidos por vingança entre clãs, em vez de perdão e reconciliação.
O consumo excessivo de álcool, sobretudo entre os homens, alimenta a violência doméstica em muitas comunidades.
O uso de cargos públicos para beneficiar o próprio clã, em vez do bem comum, mina a confiança nas instituições.
Comunidades espalhadas por centenas de ilhas dificultam o acompanhamento pastoral e a formação de novos líderes.
A economia depende fortemente de ajuda internacional e de remessas de parentes que trabalham fora, o que enfraquece a iniciativa local.
A venda de florestas e recursos naturais a empresas estrangeiras rompe o vínculo do povo com a terra dos antepassados.
Nas Ilhas Salomão, ser cristão não é motivo de perseguição: a grande maioria da população se identifica como cristã e a liberdade religiosa é respeitada por lei. A tensão real está em outro lugar, na fronteira entre a fé cristã e o kastom (os costumes e crenças tradicionais), onde o medo de feitiçaria ainda causa sofrimento concreto.
Pessoas acusadas de praticar feitiçaria, principalmente mulheres, viúvas sem filhos homens e pessoas idosas, sofrem espancamentos, queimaduras e até mortes em algumas comunidades, muitas vezes sem que a polícia ou as igrejas locais intervenham com força suficiente. Outro ponto de atrito é a rivalidade entre denominações antigas e novas igrejas e seitas chegadas ao país depois da independência, o que já gerou divisões dentro de famílias e aldeias inteiras.
Le score de persécution va de 0 à 100: plus il est élevé, plus la pression sur les chrétiens est forte.
O Joshua Project contabiliza 74 grupos étnicos nas Ilhas Salomão. Como o cristianismo chegou cedo e se espalhou por quase todas as ilhas, 69 desses grupos (93,2% da população) já são considerados significativamente alcançados pelo evangelho. Ainda assim, 4 grupos (5,4% da população) são classificados como parcialmente alcançados, casos em que a identidade cristã convive com fortes tradições antigas, como acontece com parte do povo 'are'are, em Malaita. O único grupo classificado como não alcançado é a comunidade surda do país, cerca de 3 mil pessoas que se comunicam pela Língua de Sinais das Ilhas Salomão e têm pouquíssimo acesso ao evangelho em uma língua que conseguem entender de verdade.
Fonte dos dados de povos: Joshua Project (joshuaproject.net). Estimativas, podem variar.
Source: Joshua Project. Estimations, susceptibles de varier.
Intercédez pour cette nation
Chaque nation porte un dessein rédempteur. Des traits qui semblent faire partie de l'identité que Dieu désire restaurer:
Logistique pour ceux qui souhaitent partir
Prato do dia para uma pessoa
Valeurs de référence (source: Numbeo). Vérifiez avant de voyager.
Tous ne partent pas, tous participent
Derrière chaque ouvrier parmi ces peuples se trouve un réseau de personnes qui prient sans cesse, prennent soin de la famille restée au pays et soutiennent l'œuvre avec fidélité. Envoyer, c'est aussi une mission.
Commencez par votre église: présentez-lui cette nation, adoptez-la dans une prière continue et marchez aux côtés de ceux que Dieu suscite pour partir.
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