Drapeau de Sudão do Sul

África Oriental

Sudão do Sul

CapitaleJuba
LangueInglês
Population12,4 milhões
República PresidencialistaMaioria cristã, com forte presença de religiões tradicionais africanasDependente do petróleo, entre as mais pobres do mundo
Instabilidade e violência armada recorrente.
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L'identité de la nation

À propos de la nation
À propos de Sudão do Sul

O Sudão do Sul é o país mais novo do mundo: tornou-se independente do Sudão em 2011, depois de décadas de guerra. É uma nação jovem tentando construir uma identidade comum entre mais de 60 grupos étnicos, cada um com sua língua, seus costumes e sua própria história de sofrimento e resistência.

A maioria da população se declara cristã, e a igreja foi, muitas vezes, a única instituição que continuou funcionando durante os anos de guerra, oferecendo abrigo, alimento e esperança às famílias deslocadas. Mas essa fé cristã, ainda jovem, com frequência convive lado a lado com antigas práticas de culto aos ancestrais e a espíritos, e crer em Jesus nem sempre significa abandonar o medo de feitiços e maldições.

Entre os povos pastores, como os dinka, os nuer e os mundari, o gado ocupa um lugar quase sagrado: define o valor de uma pessoa, paga o dote de casamento e é motivo de conflitos armados entre comunidades vizinhas. Já entre os povos árabes muçulmanos, que vivem principalmente perto da fronteira com o Sudão, o evangelho quase não chegou, e seguir a Jesus pode significar perder a família e a comunidade.

O país ainda vive as marcas de uma guerra civil que, entre 2013 e 2018, matou quase 400 mil pessoas e deslocou milhões de outras. Hoje, o Sudão do Sul enfrenta uma das maiores crises de deslocamento da África, com famílias vivendo em campos de refugiados dentro e fora do país, dependendo de ajuda humanitária para sobreviver.

Ainda assim, é um povo que canta, dança e celebra a vida mesmo em meio à dor, e que carrega um enorme potencial para levar o evangelho aos seus próprios vizinhos e às comunidades ainda não alcançadas dentro de suas fronteiras. Orar pelo Sudão do Sul é orar por cura, por reconciliação entre etnias feridas, e por uma igreja que aprofunde sua fé além da tradição herdada.

Histoire
  • Povos nilóticos como os dinka e os nuer se estabelecem há séculos na região, vivendo do pastoreio de gado ao longo do rio Nilo
  • 1899 A região passa a integrar o Condomínio Anglo-Egípcio, período de administração conjunta do Reino Unido e do Egito sobre o Sudão
  • 1955 Às vésperas da independência do Sudão, começa a Primeira Guerra Civil Sudanesa, movida pela busca de autonomia do sul
  • 1972 O Acordo de Adis Abeba encerra o conflito por um tempo e concede autonomia regional ao sul do país
  • 1983 Começa a Segunda Guerra Civil Sudanesa, depois que o governo central tenta impor a lei islâmica também ao sul, majoritariamente cristão e de religiões tradicionais
  • 2005 O Acordo Amplo de Paz encerra a guerra civil e prevê um referendo sobre a independência do sul
  • 2011 Em 9 de julho, o Sudão do Sul se torna o país mais novo do mundo, depois que 98,8% dos eleitores escolhem a independência em referendo
  • 2013 Uma disputa política dentro do governo se transforma em guerra civil entre grupos étnicos rivais, que deixa quase 400 mil mortos até 2018
  • 2018 Um acordo de paz encerra oficialmente os combates mais intensos e prevê a formação de um governo de unidade
  • 2020 É formado um governo de transição de unidade nacional, ainda em busca de cumprir por completo os termos do acordo de paz
  • Hoje O país enfrenta violência localizada entre grupos armados, uma das piores crises de deslocamento da África e grande dependência da ajuda humanitária
Langues
  • Inglêsidioma oficial, usado no governo e nas escolas, mas falado como língua materna por poucas pessoas
  • Árabe Jubauma mistura simplificada de árabe que funciona como língua franca entre falantes de etnias diferentes, sobretudo na capital
  • Dinkalíngua do maior grupo étnico do país, falada principalmente no centro e no leste
  • Nuersegunda maior língua étnica, falada sobretudo no nordeste, perto da fronteira com a Etiópia
  • Zande (também chamado azande)falado no sudoeste, perto da fronteira com a República Democrática do Congo
  • Barifalado na região em torno da capital, Juba
  • Shillukfalado ao longo do rio Nilo Branco, no norte do país
Géographie, villes et climat

O Sudão do Sul é um país sem litoral, no centro-leste da África, cercado pelo Sudão ao norte, Etiópia a leste, Quênia e Uganda ao sul, e República Democrática do Congo e República Centro-Africana a oeste. O rio Nilo atravessa o território de sul a norte, e ao seu redor se formou o Sudd, um dos maiores pântanos do mundo: uma imensa área de água, canais e vegetação aquática que ocupa boa parte do centro do país. Ao norte, a paisagem é de savana seca com árvores de espinho; ao sul, dá lugar a savanas mais verdes e a áreas de floresta tropical, onde vivem elefantes, girafas e uma das maiores populações de antílopes migratórios do mundo.

Principales villes

  • JubaCapital e maior cidade do país, às margens do rio Nilo, centro político e comercial
  • WauSegunda maior cidade, importante centro agrícola e ferroviário no noroeste
  • MalakalPorto fluvial no rio Nilo Branco, capital do estado do Alto Nilo
  • BorCentro de comércio de gado e agricultura, capital do estado de Jonglei
  • YeiCidade agrícola perto da fronteira com Uganda, conhecida pelo cultivo de café

Climat et températures

Estação chuvosa (abril a outubro)Chuvas fortes que inundam estradas de terra e tornam boa parte do país de difícil acesso
Estação seca (novembro a março)Calor intenso, com temperaturas que passam dos 35°C em várias regiões
Região do SuddPântano permanente ao longo do rio Nilo, com clima úmido durante o ano todo, independente da estação
Personnalités connues
John Garang
Líder da luta pela autonomia do sul e primeiro vice-presidente do Sudão, considerado o pai da independência do Sudão do Sul
Daniel Deng Bul
Arcebispo da Igreja Episcopal (anglicana) do Sudão do Sul, conhecido pelo trabalho de reconciliação entre etnias em conflito
Manute Bol
Jogador de basquete que se tornou símbolo de generosidade, doando boa parte do que ganhou para construir igrejas, escolas e poços em seu país natal
Plats typiques
🫓

Kisra

Pão fino e levemente fermentado, feito de sorgo ou milho, usado para "pegar" guisados em quase toda refeição

🍲

Asida

Papa espessa de farinha de milho ou sorgo, moldada em bolas e servida com guisado de amendoim ou carne

🥜

Guisado de amendoim

Guisado à base de amendoim moído, que dá sabor e consistência a muitos dos pratos do país

🍛

Bamia

Guisado de quiabo cozido em molho de tomate, geralmente com carne de boi ou cabra, servido com kisra ou asida

🫘

Ful medames

Guisado de feijão fava cozido bem devagar, comum no café da manhã, comido com pão

🥛

Leite de vaca

Para povos pastores como os dinka, os nuer e os mundari, o leite do próprio gado é parte central da alimentação diária

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Comprenez

Culture et spiritualité

2a · La culture

Repères culturels

Cultura do gado

Para povos pastores como os dinka, os nuer e os mundari, o gado não é só riqueza: é parte da identidade, usado em casamentos, rituais e até em nomes de pessoas

Marcas rituais

Em vários grupos étnicos, jovens recebem cicatrizes ou passam por outras marcas corporais como parte de cerimônias de passagem para a vida adulta

Tradição oral

Histórias, genealogias e provérbios são passados de geração em geração pela fala e pelo canto, já que boa parte da população não teve acesso à escrita

Música e dança

Cantos acompanhados de tambores e chifres de gado marcam quase todas as celebrações, do nascimento ao luto

Acampamentos de gado

Ao entardecer, famílias levam o gado para acampamentos abertos às margens dos rios, onde dormem ao lado dos animais para protegê-los

Hospitalidade

Receber um visitante com comida e um lugar para descansar é considerado uma obrigação sagrada, mesmo em famílias com poucos recursos

À éviter
Indicateurs socio-économiques

2b · Le terrain

Religions
Católicos39,7%
Religiões étnicas32,9%
Anglicanos11,6%
Evangélicos9,1%
Muçulmanos6,2%
Ce qui doit être racheté · Là où la nation s'est éloignée de Dieu

Domaines de combat spirituel et de captivité culturelle à couvrir dans la prière. Touchez chaque point pour comprendre:

Em vários povos, curandeiros e adivinhos são consultados para explicar doenças e desgraças, no lugar de buscar a Deus

Muitas famílias fazem oferendas e rituais para agradar os espíritos dos antepassados e evitar sua ira

Ciclos de ataques entre etnias por roubo de gado ou disputas antigas alimentam um espírito de vingança entre gerações

Em muitas comunidades, o valor de uma pessoa é medido pelo número de cabeças de gado que possui

O medo de feitiços e maldições lançadas por vizinhos ou parentes ainda pesa sobre decisões do dia a dia

Décadas de guerra deixaram feridas profundas de raiva, luto e desconfiança entre diferentes grupos

O desvio de recursos públicos por líderes agrava a pobreza e alimenta a desconfiança no governo

Em campos de deslocados e nas cidades, a bebida é usada como forma de lidar com a dor da guerra

O alto dote pago em cabeças de gado às vezes reduz o casamento a uma transação entre famílias

Muitos se dizem cristãos por herança de família ou igreja, mas misturam a fé com práticas espíritas antigas

Comunidades árabes muçulmanas vivem isoladas das igrejas cristãs ao redor

Liberté et accès
Persécution religieuse

A perseguição no Sudão do Sul tem menos a ver com uma lei específica contra os cristãos e mais com a instabilidade generalizada do país. Décadas de guerra deixaram um Estado frágil, onde milícias armadas, disputas entre etnias e a fome afetam igrejas e comunidades cristãs como afetam qualquer outra parte da população.

No relatório de 2025 da organização cristã Portas Abertas, o país aparece na 76ª posição entre os lugares mais difíceis para viver a fé cristã no mundo. Pastores e líderes de igrejas às vezes se tornam alvo em meio a ataques armados entre grupos rivais, e igrejas já foram saqueadas ou destruídas durante períodos de violência.

Entre as comunidades árabes muçulmanas que vivem sobretudo perto da fronteira com o Sudão, quem decide seguir a Jesus enfrenta forte pressão da própria família e da comunidade, podendo ser expulso de casa ou rejeitado pelos parentes.

A corrupção generalizada e a fragilidade das instituições do Estado dificultam qualquer proteção efetiva às vítimas de violência, incluindo cristãos atingidos por conflitos étnicos ou por sua fé.

Le score de persécution va de 0 à 100: plus il est élevé, plus la pression sur les chrétiens est forte.

Peuples non atteints

No Sudão do Sul, o Joshua Project identifica 80 grupos étnicos, dos quais 6 ainda são considerados não alcançados pelo evangelho, somando cerca de 681 mil pessoas. Entre eles estão comunidades árabes muçulmanas que vivem no país (como os árabes de Mongalla e os árabes sudaneses), o povo daasanach, a comunidade surda (tratada como grupo à parte pela barreira de comunicação), os njalgulgule e os nyangatom. Ainda que a maioria da população se declare cristã, muitos grupos vivem essa fé misturada com crenças tradicionais africanas, e povos inteiros, sobretudo de origem árabe-muçulmana e comunidades isoladas de fronteira, permanecem sem acesso real ao evangelho.

No país i
63,7%cristãos
19,8%evangélicos
Por população i
5,6%não alcançada
51,9%significativamente alcançada
  • 681 k Não alcançado 5,6%
  • 240 k Pouco alcançado 2%
  • 369 k Superficialmente alcançado 3%
  • 4,5 M Parcialmente alcançado 37,5%
  • 6,3 M Significativamente alcançado 51,9%
Por grupos de povos i
80grupos de povos
6não alcançados · 7,5%
  • 6 Não alcançado 7,5%
  • 6 Pouco alcançado 7,5%
  • 3 Superficialmente alcançado 3,8%
  • 54 Parcialmente alcançado 67,5%
  • 11 Significativamente alcançado 13,8%

Fonte dos dados de povos: Joshua Project (joshuaproject.net). Estimativas, podem variar.

Quelques peuples non atteints de ce pays

Source: Joshua Project. Estimations, susceptibles de varier.

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Priez

Intercédez pour cette nation

L'appel de Dieu sur la nation

Chaque nation porte un dessein rédempteur. Des traits qui semblent faire partie de l'identité que Dieu désire restaurer:

Um povo que canta e dança sua fé com o corpo todoVocação para reconciliação entre etnias feridas pela guerraCoragem para perseverar na fé em meio ao sofrimentoDons de hospitalidade e vida comunitáriaPotencial para alcançar povos vizinhos ainda não alcançadosTestemunho de esperança mesmo na pobreza extrema
Sujets de prière
Intercession pour Sudão do Sul
Ore pela reconciliação entre as etnias que ainda carregam feridas profundas da guerra civil
Peça a Deus que fortaleça os pastores e líderes de igreja que servem em meio à violência e à pobreza extrema
Ore por proteção para as famílias deslocadas que vivem em campos de refugiados dentro e fora do país
Peça que o evangelho alcance os povos árabes muçulmanos que vivem isolados das igrejas cristãs do país
Ore pelos jovens, que são a maior parte da população e cresceram conhecendo pouco além da guerra
Peça sabedoria e integridade para os líderes do governo de transição, ainda em busca de paz duradoura
Ore para que a fé cristã cresça em profundidade, e não fique só misturada com práticas espíritas antigas
Peça que a Bíblia seja traduzida e chegue aos povos e línguas que ainda não têm as Escrituras em seu idioma
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Allez

Logistique pour ceux qui souhaitent partir

Heure locale
Heure locale · Juba
--:--:--
· · UTC+3

Conseils pratiques pour ceux qui partent
  • O fuso horário do Sudão do Sul está sempre 6 horas na frente do horário de Brasília
  • A eletricidade é instável e frequentemente indisponível fora da capital; muitos lugares dependem de geradores
  • As estradas fora das cidades principais são de terra e ficam quase intransitáveis na estação chuvosa
  • A internet e a telefonia têm cobertura limitada, concentrada em Juba e em poucas outras cidades
  • O sistema de saúde público é um dos mais frágeis do mundo; atendimento privado ou internacional é essencial
  • A situação de segurança pode mudar rapidamente em certas regiões por conflitos locais; vale acompanhar informações atualizadas
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Envoyez et soutenez

Tous ne partent pas, tous participent

Tous ne partent pas. Tous participent.

Derrière chaque ouvrier parmi ces peuples se trouve un réseau de personnes qui prient sans cesse, prennent soin de la famille restée au pays et soutiennent l'œuvre avec fidélité. Envoyer, c'est aussi une mission.

Commencez par votre église: présentez-lui cette nation, adoptez-la dans une prière continue et marchez aux côtés de ceux que Dieu suscite pour partir.

Outras nações

Bandeira de Vietnã

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