África Oriental
L'identité de la nation
O Tajiquistão é um país de montanhas: mais de 90% do seu território fica acima de mil metros de altitude, e boa parte dele pertence ao maciço do Pamir, que muitos chamam de “o telhado do mundo”. É o menor e o mais pobre dos antigos países soviéticos da Ásia Central, mas também um dos herdeiros mais diretos da grande civilização persa, já que o tadjique, língua oficial do país, é praticamente um dialeto do persa (farsi) falado no Irã e no Afeganistão.
Por séculos, cidades como Bukhara e Samarcanda, hoje no Uzbequistão vizinho, foram centros de cultura, ciência e poesia do mundo persa sob o império Samânida (séculos IX e X). Essa história deixou uma marca profunda de orgulho cultural entre os tadjiques, mesmo depois de o território ter sido conquistado pelos russos no século XIX e transformado em república soviética em 1929. Quando a União Soviética caiu, em 1991, o Tajiquistão declarou independência, mas mergulhou quase de imediato numa guerra civil sangrenta entre facções regionais e grupos islamistas, que durou de 1992 a 1997 e deixou dezenas de milhares de mortos.
Hoje o país segue reconstruindo sua economia, fortemente dependente do dinheiro enviado por cerca de 1,2 milhão de tadjiques que trabalham fora, principalmente na Rússia. A fé islâmica sunita é parte central da identidade nacional, a ponto de “ser tadjique” e “ser muçulmano” serem, para a maioria da população, quase a mesma coisa. Mesmo assim, o governo mantém rígido controle sobre a prática religiosa: mesquitas, escolas islâmicas e qualquer grupo religioso precisam de registro oficial, e menores de 18 anos são proibidos por lei de participar de atividades religiosas.
Nesse cenário, a igreja cristã é pequena, discreta e formada majoritariamente por descendentes de russos e ucranianos ortodoxos, além de um pequeno número de tadjiques que decidiram seguir a Jesus, mesmo sabendo o preço que isso pode custar diante da família e da comunidade. O povo tadjique, que soma mais de nove milhões de pessoas, segue como um dos maiores grupos não alcançados do mundo: menos de uma em cada mil pessoas se identifica como cristã de qualquer tradição.
Apesar do isolamento geográfico das montanhas e das restrições impostas à fé, o Tajiquistão guarda um povo hospitaleiro, poético e resiliente, forjado por séculos de história na encruzilhada da Rota da Seda. Orar por esse povo é pedir que a mesma coragem que os ajudou a atravessar guerra e pobreza também os leve, um dia, a conhecer de perto o amor de Cristo.
O Tajiquistão é um país sem litoral na Ásia Central, cercado pelo Uzbequistão, pelo Quirguistão, pela China e pelo Afeganistão. É um dos países mais montanhosos do mundo: mais de 90% do território é coberto por cadeias como o Pamir, o Alai e o Fann, com picos que passam dos 7 mil metros de altitude. Só uma pequena parte do território, nos vales e planícies do oeste, é adequada para agricultura e concentra a maior parte da população.
Arroz cozido com cenoura, cebola e pedaços de carne, tudo frito junto num caldeirão chamado qazan; é o prato mais servido em festas e casamentos
Considerado o prato nacional: pedaços de pão amanteigado (fatir) embebidos num molho feito de qurut, um queijo seco e salgado dissolvido em água, coberto com cebola e tomate
Pastel assado recheado com carne moída, cebola e temperos, uma herança da culinária persa que viajou pela Rota da Seda
Macarrão puxado à mão servido com um ensopado de carne e vegetais, prato espalhado por toda a Ásia Central
Pão redondo assado em forno de barro (tandir), presente em toda refeição e tratado com respeito: nunca se vira de cabeça para baixo nem se joga fora
Bebida nacional, oferecida a qualquer visitante como sinal de hospitalidade, quase sempre antes de qualquer outra coisa
Culture et spiritualité
2a · La culture
O Tajiquistão fica no meio do antigo caminho de comércio que ligava a China ao Ocidente, o que explica a mistura de influências persas, turcas e chinesas na cultura local
A língua tadjique é um dialeto do persa, e a poesia clássica de autores como Rudaki é motivo de orgulho nacional, recitada em festas e casamentos
Tecidos bordados à mão com padrões florais, tradicionalmente feitos por mulheres como parte do enxoval de casamento
Estilo musical tradicional de melodias longas e improvisadas, que expressa saudade, sofrimento e fé
Esporte equestre tradicional da Ásia Central em que cavaleiros disputam a carcaça de um bode; ainda vivo em festas e feriados
A mesa baixa onde as refeições são servidas; comer ao redor dela é um ato de comunhão e hospitalidade
2b · Le terrain
Domaines de combat spirituel et de captivité culturelle à couvrir dans la prière. Touchez chaque point pour comprendre:
O governo controla rigidamente a prática religiosa, tratando a fé mais como identidade étnica obrigatória do que escolha pessoal do coração
Amuletos, crença no mau-olhado e curandeiros espirituais convivem lado a lado com o islã oficial
Visitas a túmulos de santos (mazar) para pedir bênçãos e cura são comuns mesmo entre muçulmanos praticantes
A pressão da família e da comunidade impede que muitos busquem ou declarem publicamente outra fé
Cerca de 1,2 milhão de tadjiques vive fora do país, o que fragmenta famílias e comunidades
A corrupção alimenta a descrença nas instituições públicas e a desesperança
Rivalidades entre regiões, que ajudaram a alimentar a guerra civil, ainda geram desconfiança entre grupos
Décadas de ateísmo estatal deixaram uma geração sem raízes espirituais claras
Comunidades inteiras no Pamir passam meses isoladas pela neve, quase sem contato com o evangelho
No Tajiquistão, seguir a Cristo custa caro. Quem deixa o islã para se tornar cristão é visto como traidor da própria identidade étnica e nacional, porque ali quase todo mundo entende que ser tadjique é ser muçulmano. A pressão costuma vir de dentro de casa: família, vizinhos e líderes religiosos locais reagem com ameaças, expulsão de casa ou até violência contra quem se converte.
O governo também vigia de perto qualquer atividade religiosa fora do islã oficial. Igrejas e grupos cristãos precisam se registrar e podem ser fechados a qualquer momento. Desde 2015, comunidades batistas, evangélicas e pentecostais têm sofrido cada vez mais batidas policiais, interrogatórios, multas e confisco de bíblias e outros materiais cristãos. Uma lei proíbe menores de 18 anos de participar de qualquer atividade religiosa, o que atinge em cheio a pequena igreja tadjique, formada majoritariamente por jovens.
Estima-se que existam cerca de três mil cristãos de origem muçulmana no país, a maioria se reunindo em pequenos grupos discretos, dentro de casas, para não chamar atenção. Mesmo assim, a fé segue viva, sustentada por uma coragem silenciosa que atravessa gerações.
Le score de persécution va de 0 à 100: plus il est élevé, plus la pression sur les chrétiens est forte.
O Tajiquistão reúne 28 grupos étnicos catalogados, e 24 deles (85,7%) ainda são considerados não alcançados pelo evangelho. Isso corresponde a praticamente toda a população do país, quase 11 milhões de pessoas. O povo tadjique, que é a grande maioria, tem menos de 1 em cada 1.000 pessoas se identificando como cristã de qualquer tradição. Os poucos grupos mais alcançados são pequenas comunidades de origem russa e armênia, ligadas historicamente à Igreja Ortodoxa.
Fonte dos dados de povos: Joshua Project (joshuaproject.net). Estimativas, podem variar.
Source: Joshua Project. Estimations, susceptibles de varier.
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Chaque nation porte un dessein rédempteur. Des traits qui semblent faire partie de l'identité que Dieu désire restaurer:
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Tous ne partent pas, tous participent
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