Ásia do Sul
L'identité de la nation
A Tunísia é um país pequeno em território, mas com uma história gigantesca. Foi na antiga Cartago, cujas ruínas ainda existem perto da atual capital, que nasceram alguns dos maiores nomes do cristianismo dos primeiros séculos, como Tertuliano e Cipriano, teólogos que ajudaram a formar a fé cristã em língua latina muito antes de Roma se tornar cristã. Essa memória, porém, quase desapareceu com o tempo: hoje, mais de 99% da população é muçulmana, e o cristianismo é visto por muitos como algo estrangeiro, apesar de suas raízes profundamente africanas e tunisianas.
Depois da conquista árabe no século VII, o território que hoje é a Tunísia se tornou um dos centros da cultura e da fé islâmica no norte da África, com a cidade de Kairouan se tornando referência espiritual para todo o mundo muçulmano. Séculos de domínio otomano e, depois, o protetorado francês, entre 1881 e 1956, deixaram marcas na língua, na arquitetura e nos costumes, mas não mudaram a identidade religiosa predominante do país.
Em 2011, a Tunísia foi o berço da Primavera Árabe, a onda de protestos que derrubou governos em vários países da região. Desde então, o país seguiu um caminho de maior abertura política do que muitos de seus vizinhos, mas a instabilidade econômica e as incertezas sobre o futuro do sistema de governo continuam pesando na vida das famílias, especialmente dos jovens.
Hoje, a igreja cristã tunisiana é pequena e discreta. Estima-se que existam alguns milhares de tunisianos que decidiram seguir Jesus, a maioria vinda de famílias muçulmanas. Eles costumam se reunir em pequenos grupos dentro de casas, evitando chamar atenção, já que a conversão ainda é vista por muitas famílias como uma traição à honra e à tradição. Mesmo assim, esses cristãos têm resistido e crescido lentamente ao longo das últimas duas décadas.
A Tunísia é um lugar de contrastes: um território que já foi um dos maiores centros cristãos do mundo antigo e hoje está entre os povos menos alcançados pelo evangelho no mundo árabe. Orar por esse povo é lembrar que a história de Deus com a Tunísia não terminou, e que a mesma terra que formou grandes pensadores da fé cristã pode, de novo, se tornar um farol de esperança para o norte da África.
A Tunísia é o menor país do Magrebe, a região que reúne o norte da África entre o deserto do Saara e o mar Mediterrâneo. Faz fronteira com a Argélia a oeste e com a Líbia a sudeste, e tem uma costa mediterrânea de mais de mil quilômetros. O relevo muda muito do norte ao sul: montanhas verdes ligadas aos montes Atlas na parte norte, uma planície central seca, e o deserto do Saara cobrindo boa parte do território no sul do país.
Prato considerado o mais tradicional do país, feito com sêmola de trigo cozida no vapor e servido com legumes, carne ou peixe e um toque picante de harissa
Massa fina e crocante frita, recheada com atum, ovo e salsinha, muito popular como comida de rua
Sopa quente de grão-de-bico com pão, ovo, cominho e harissa, tradicional nos dias frios de inverno
Pasta picante feita de pimentas, alho e azeite, usada para dar sabor a quase todos os pratos tunisianos, reconhecida pela Unesco como patrimônio cultural
Salada de pimentões e tomates grelhados, servida como entrada em quase toda refeição
Doces em camadas de massa fina, nozes e calda de mel, comuns em festas e casamentos
Culture et spiritualité
2a · La culture
Um dos maiores anfiteatros romanos do mundo, ainda de pé depois de quase 1.800 anos, reconhecido como Patrimônio Mundial pela Unesco
O bairro histórico murado da capital, com ruas estreitas, mercados chamados de souks e a Grande Mesquita Zitouna, também Patrimônio Mundial
Uma das mesquitas mais antigas do mundo muçulmano, marco espiritual e arquitetônico do país
Ilha no sul reconhecida pela Unesco em 2023, reúne mesquitas, uma sinagoga histórica e uma igreja antiga lado a lado
Ruínas da antiga capital fenícia e depois romana, hoje um dos maiores símbolos da história da Tunísia
2b · Le terrain
Domaines de combat spirituel et de captivité culturelle à couvrir dans la prière. Touchez chaque point pour comprendre:
O islã é a religião oficial do Estado e molda leis, cultura e identidade nacional em quase todos os aspectos da vida
A conversão a outra fé é vista como traição à família e à comunidade, gerando forte rejeição
Crenças em amuletos, mau-olhado e curandeiros populares ainda influenciam o dia a dia de muitas famílias
A identidade árabe-muçulmana é usada para reforçar a unidade nacional e resistir a influências vistas como estrangeiras
O clima de desconfiança e vigilância afasta as pessoas de conversas abertas sobre fé
Nas grandes cidades, o consumismo e a busca por status competem com o lugar de Deus na vida das pessoas
Anos de instabilidade deixaram muitos jovens descrentes de qualquer proposta de transformação, inclusive espiritual
A ideia popular de que tudo já está escrito e decidido pode gerar passividade diante da própria vida
Muitos jovens talentosos deixam o país em busca de oportunidades, esvaziando lideranças em potencial
Práticas do sufismo, o ramo místico do islã, se misturam com crenças em santos e tumbas sagradas
Ser cristão na Tunísia, sobretudo para quem nasceu muçulmano e decidiu seguir Jesus, significa viver a fé em silêncio. A conversão é vista por muitas famílias como uma traição à identidade e à honra do lar, e quem se torna cristão corre o risco de ser rejeitado pelos pais, ameaçado por parentes ou expulso de casa.
Nos últimos anos, as autoridades aumentaram a vigilância sobre os poucos grupos de cristãos tunisianos, e há relatos de igrejas de casa (pequenos grupos que se reúnem em residências, já que não há liberdade para construir templos abertamente) sendo observadas de perto. Cristãos estrangeiros também já foram presos e tiveram suas casas revistadas, muitas vezes sob acusações que, na prática, servem para reprimir a fé.
A maioria dos cristãos tunisianos prefere se reunir em pequenos grupos discretos, evitando chamar atenção. Mesmo assim, o número de pessoas que decidem seguir Jesus, vindas de famílias muçulmanas, tem crescido lentamente nas últimas duas décadas, um sinal de esperança em meio à pressão.
Le score de persécution va de 0 à 100: plus il est élevé, plus la pression sur les chrétiens est forte.
A Tunísia tem 19 grupos étnicos catalogados, e a grande maioria vive sem nenhuma comunidade cristã atuante. Os tunisianos árabes, o maior grupo com mais de 11 milhões de pessoas, são um dos povos mais fechados ao evangelho do mundo árabe, com menos de 0,1% de evangélicos. Além deles, vivem no país pequenas comunidades de origem líbia, argelina e síria, além de um pequeno grupo maltês. Praticamente toda a população da Tunísia, mais de 99%, está entre os povos não alcançados ou pouco alcançados pelo evangelho.
Fonte dos dados de povos: Joshua Project (joshuaproject.net). Estimativas, podem variar.
Source: Joshua Project. Estimations, susceptibles de varier.
Intercédez pour cette nation
Chaque nation porte un dessein rédempteur. Des traits qui semblent faire partie de l'identité que Dieu désire restaurer:
Logistique pour ceux qui souhaitent partir
Equivale a cerca de 3 a 4 dólares
Valeurs de référence (source: Numbeo). Vérifiez avant de voyager.
Tous ne partent pas, tous participent
Derrière chaque ouvrier parmi ces peuples se trouve un réseau de personnes qui prient sans cesse, prennent soin de la famille restée au pays et soutiennent l'œuvre avec fidélité. Envoyer, c'est aussi une mission.
Commencez par votre église: présentez-lui cette nation, adoptez-la dans une prière continue et marchez aux côtés de ceux que Dieu suscite pour partir.
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