Peuple non atteint
Arara du Rondônia
Os karo, também chamados arara de Rondônia, são um povo indígena que vive às margens do médio rio Ji-Paraná, no interior da Amazônia brasileira. Vivem hoje nas aldeias de Iterap e Paygap, dentro da Terra Indígena Igarapé Lourdes, terra que dividem com o povo Gavião.
Falam a língua karo, da família ramarama, um dos ramos do tronco tupi, com traços gramaticais raros como classificadores que descrevem a forma dos objetos e marcadores que indicam a origem da informação contada. O nome pelo qual são conhecidos fora da aldeia, arara, vem justamente do significado da palavra karo na própria língua.
Sua história recente é marcada por um contato tardio e violento com o entorno: viveram isolados até meados do século vinte, e o encontro com seringueiros e depois com o Estado brasileiro custou caro à sua população.
Os karo tiveram os primeiros contatos com seringueiros e trabalhadores da borracha ainda nas primeiras décadas do século vinte, mas foi só em 1949 que o órgão indigenista da época promoveu um contato oficial e mais amplo com o povo. O resultado foi trágico: doenças trazidas de fora dizimaram boa parte da população, e muitos sobreviventes acabaram trabalhando nos seringais da região.
A recuperação demográfica e o reagrupamento em aldeias vieram apenas nas décadas seguintes, e a terra onde vivem hoje só foi oficialmente demarcada em 1986. Desde então, o povo tem reconstruído aos poucos sua vida comunitária, ainda que boa parte da organização social tradicional tenha se transformado ao longo desse século de contato.
| Pays | Part du peuple | Population |
|---|---|---|
Brésil Peu atteint
|
100%
|
300 |
Vivem em duas aldeias, Iterap e Paygap, dentro da Terra Indígena Igarapé Lourdes, sustentando-se da roça de mandioca e milho, da pesca com anzol e com o timbó, planta que atordoa os peixes nos igarapés, e da caça com espera em esconderijos. O artesanato de sementes, cestos, arcos e flechas ainda marca o cotidiano, embora costumes antigos como a pintura corporal com jenipapo tenham praticamente desaparecido.
O casamento é uxorilocal: o genro passa a viver e trabalhar junto à família da esposa. Essa rede de parentesco, mais do que qualquer instituição externa, ainda organiza boa parte da vida social depois de décadas de contato com o mundo ao redor.
A cosmologia karo guarda mitos de origem que explicam o bem e o mal a partir da história de dois irmãos de temperamentos opostos, e outras narrativas tradicionais associam a árvore do jatobá à origem dos primeiros habitantes da região. Boa parte desse conhecimento tradicional, porém, já se perdeu ao longo do último século de contato com o mundo exterior.
O pajé segue sendo uma figura de respeito na aldeia, reconhecido por seu poder de cura e por seu papel de conselheiro. A Festa do Jacaré, celebrada anualmente na aldeia Paygap, é hoje um dos poucos momentos em que a cosmologia e a identidade karo são reafirmadas coletivamente, com o pajé à frente dos cantos e danças.
A língua karo, da família ramarama, tronco tupi, é falada por praticamente toda a aldeia, enquanto o português serve para o contato com o entorno. Não há Bíblia completa nesse idioma: o que existe são apenas trabalhos iniciais de tradução de alguns textos e poucos registros em áudio, ainda insuficientes para que a Palavra circule de fato entre as famílias na própria língua do coração.
Un peuple ne comprend vraiment l'évangile que lorsqu'il l'entend dans la langue de son cœur. Voyez où en est la traduction.
- Traduction commencée Étape actuelle
- 2 Portions Reste à faire
- 3 Nouveau Testament Reste à faire
- 4 Bible complète Reste à faire
Données de traduction : Joshua Project.
A identidade karo está profundamente ligada às religiões étnicas e à figura do pajé, respeitado como guardião do conhecimento e da saúde da aldeia: abraçar outra fé pode soar como abandono da própria cultura. O isolamento geográfico dentro da terra indígena, a convivência às vezes tensa com o povo vizinho e a ausência quase total de igreja ou de material cristão na língua karo mantêm esse povo distante de qualquer testemunho do evangelho.
Depois de décadas marcadas por epidemias e pela perda de parte de sua população original, os karo ainda enfrentam desafios de saúde e de acesso a serviços básicos dentro da terra indígena. A convivência de longa data com o povo Gavião na mesma área, embora normalmente pacífica, também pede atenção e mediação constantes.
No campo espiritual, a maior carência é a ausência quase completa de qualquer testemunho cristão na própria língua: não há comunidade de fé karo, nem porções bíblicas suficientes para que o povo conheça a pessoa de Jesus em seus próprios termos e sua própria língua.
Priez pour Arara du Rondônia
Intercédez pour ce peuple avec des chrétiens du monde entier.
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Brésil