Povo
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Peuple non atteint
Os azeris do norte formam um dos maiores povos turcos do mundo, concentrados no Azerbaijão e espalhados pelo Cáucaso, pela Ásia Central e pela Rússia. Sua identidade combina a língua e as raízes turcas com uma longa convivência com a cultura persa, resultado de séculos sob domínio da Pérsia antes da chegada do islã. O território banhado pelo mar Cáspio, entre as montanhas do Cáucaso e as planícies ao redor de Baku, moldou um povo que soube articular comércio, agricultura e vida urbana.
A vida familiar tradicionalmente se organiza em torno de comunidades extensas, muitas vezes reunidas em aldeias onde parentesco e vizinhança se confundem. O casamento entre primos, prática incentivada por gerações, ajudou a preservar laços familiares e transmitir costumes de pai para filho. Hoje, entre a herança rural e a vida moderna das cidades, os azeris seguem sendo um povo que valoriza a hospitalidade, a poesia e a música como expressões centrais de quem são.
A história dos azeris começa com povos iranianos que já ocupavam a região séculos antes de Cristo, até serem conquistados pela Pérsia no século VI a.C. A partir do século XI, migrações de tribos turcas oghuz trouxeram a língua e boa parte da identidade que caracteriza o povo até hoje, misturando-se aos habitantes iranianos e caucasianos que já viviam ali havia gerações. No século VII, o islã havia chegado à região e passou a moldar profundamente a cultura e a vida cotidiana.
Nos séculos seguintes, o território foi disputado entre impérios persas, otomanos e, mais tarde, o império russo, que dividiu a terra dos azeris em fronteiras que ainda hoje separam o Azerbaijão de comunidades no Irã e no Cáucaso vizinho, explicando por que os azeris estão hoje presentes em tantos países diferentes.
| Pays | Part du peuple | Population |
|---|---|---|
Azerbaijão Non atteint
|
88,6%
|
9.200.000 |
Rússia Non atteint
|
4,6%
|
473.000 |
Geórgia Non atteint
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2,3%
|
238.000 |
Cazaquistão Non atteint
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1,6%
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163.000 |
Uzbequistão Non atteint
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0,7%
|
74.000 |
Turcomenistão Non atteint
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0,6%
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63.000 |
Estados Unidos Non atteint
|
0,6%
|
59.000 |
Ucrânia Non atteint
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0,3%
|
36.000 |
Quirguistão Non atteint
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0,2%
|
23.000 |
Armênia Non atteint
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0,1%
|
15.000 |
Alemanha Non atteint
|
0,1%
|
15.000 |
Afeganistão Non atteint
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0,1%
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14.000 |
Bielorrússia Non atteint
|
0,1%
|
5.800 |
Tradicionalmente organizados em aldeias de famílias extensas, os azeris desenvolveram uma vida ligada à agricultura, à criação de gado e, com o tempo, também à indústria e ao comércio urbano. A descoberta de petróleo na região de Baku, desde o século XIX, transformou parte do povo em trabalhadores de uma das primeiras grandes indústrias petrolíferas do mundo, ao lado de quem seguiu no campo cultivando frutas, algodão e hortaliças.
Diferente de muitas outras sociedades muçulmanas, a vida religiosa entre os azeris impõe menos restrições às mulheres, que com frequência trabalham fora de casa e participam ativamente da vida pública. A poesia oral, a música tradicional e um forte senso de hospitalidade continuam unindo gerações, mesmo com a urbanização acelerada das últimas décadas.
A grande maioria dos azeris professa o islã xiita, herança de séculos de vizinhança com a Pérsia, que trouxe também essa vertente do islã como marca distintiva do povo entre os demais povos turcos, majoritariamente sunitas. A fé islâmica está profundamente entrelaçada com a identidade nacional e familiar, funcionando não apenas como religião, mas como parte do que significa pertencer ao povo azeri.
Ainda assim, décadas de domínio soviético deixaram uma marca de secularismo em muitas famílias, que hoje vivem a fé de maneira mais cultural do que estritamente devota. Rituais, festas religiosas e tradições familiares continuam sendo observados, mesmo quando a prática diária do islã é menos rigorosa do que em outras nações muçulmanas.
A Bíblia completa está disponível em azeri do norte, com uma história de tradução que remonta ao século XIX, quando o Evangelho de Mateus foi publicado em Londres, seguido do Novo Testamento e depois do Antigo Testamento. Uma nova tradução do Novo Testamento surgiu no início dos anos 1980, e uma edição revisada e atualizada da Bíblia completa foi publicada apenas neste século, disponível nos alfabetos latino e cirílico usados pelo povo. Apesar da Escritura acessível na própria língua, o conhecimento de seu conteúdo ainda é raro entre os azeris.
Un peuple ne comprend vraiment l'évangile que lorsqu'il l'entend dans la langue de son cœur. Voyez où en est la traduction.
Données de traduction : Joshua Project.
Ser azeri está profundamente ligado a ser muçulmano: essa identidade religiosa, construída ao longo de mais de um milênio, não se desfaz com facilidade e funciona como parte essencial de pertencer ao povo. Considerar outra fé é visto por muitos como abandonar a própria história e a própria família, o que torna qualquer aproximação ao evangelho um passo carregado de peso social e afetivo, mais do que apenas religioso.
Apesar de contarem com a Bíblia completa em sua língua há gerações, os azeris carecem principalmente de oportunidades reais de conhecer seu conteúdo e de comunidades de fé que acompanhem de perto quem se aproxima de Jesus. A distância entre ter a Escritura disponível e ela circular de fato entre as famílias ainda é grande, e poucos são discipulados ou acompanhados com cuidado quando começam a caminhar na fé cristã.
Faltam também traduções acessíveis do Evangelho em formatos simples, como áudio e vídeo, que ajudem famílias inteiras a compreender a mensagem cristã em sua própria língua e cultura.
Intercédez pour ce peuple avec des chrétiens du monde entier.
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