Drapeau de Martinica

América · Caribe

Martinica

CapitaleFort-de-France
LangueFrancês
Population360 mil
Dependência da FrançaMaioria cristãEconomia de serviços e turismo, dependente da França
Martinica est un territoire ou une dépendance de França.
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L'identité de la nation

À propos de la nation
À propos de Martinica

Martinica é uma ilha vulcânica no meio do Caribe, um pedaço de França cercado pelo mar quente das Antilhas. As pessoas se chamam de martinicanas ou martinicanos, falam francês nas escolas e no governo, mas vivem e sonham em crioulo, a língua nascida do encontro entre África, Europa e as Américas. É um lugar de contrastes: supermercados europeus e feiras de rua, prédios modernos e vilarejos de pescadores, tudo debaixo da sombra do vulcão Montanha Pelée.

A fé cristã chegou com os colonizadores franceses e ficou marcada pelo catolicismo, ainda hoje a maior religião da ilha. Nas últimas décadas, igrejas evangélicas têm crescido e ganhado espaço ao lado das paróquias tradicionais. Mas ao lado da igreja, muita gente ainda recorre ao quimbois, uma mistura de crenças e feitiçaria de raízes africanas, em busca de cura, proteção ou vingança. Para boa parte dos martinicanos, a fé ainda é mais herança de família do que decisão pessoal.

Martinica carrega as marcas de uma história dura: a escravidão que trouxe à força os ancestrais da maioria da população, vindos da África, e a erupção que destruiu a cidade de Saint-Pierre em poucos minutos, no início do século 20. Essas duas memórias moldam um povo que valoriza a resiliência, a alegria e a fé, mas também carrega feridas de identidade e de perda que ainda pedem cura.

Hoje o maior desafio talvez não seja a pobreza, mas o vazio: o desemprego empurra os jovens para a França continental, esvaziando famílias e igrejas de novas lideranças, enquanto o modelo francês de Estado laico deixa pouco espaço público para a fé. Ainda assim, Martinica pode ser uma ponte: sua mistura de culturas europeia, africana, indígena e indiana a coloca em posição única para levar o evangelho a outras ilhas do Caribe e a comunidades crioulas espalhadas pelo mundo.

A igreja martinicana precisa de profundidade: discipulado que transforme tradição em fé viva, libertação das práticas ocultas ainda presentes em muitos lares, e uma nova geração de líderes que escolha ficar e servir, em vez de só partir.

Histoire
  • Antes da colonização europeia, o povo caribe (kalinago) habitava a ilha, que chamava de Madinina, "a ilha das flores".
  • 1502 O navegador Cristóvão Colombo avista a ilha em sua quarta viagem ao Novo Mundo.
  • 1635 Colonizadores franceses se instalam e iniciam o cultivo de cana de açúcar com mão de obra escrava trazida da África.
  • 1658 Os últimos caribes nativos são expulsos ou mortos pelos colonizadores.
  • 1763 Nasce em Trois-Îlets Marie Josèphe Rose Tascher de La Pagerie, que se tornaria imperatriz da França.
  • 1848 A escravidão é abolida na ilha; trabalhadores vindos da Índia chegam para substituir a mão de obra nas plantações.
  • 1902 A erupção do vulcão Montanha Pelée destrói a cidade de Saint-Pierre e mata quase toda a sua população em poucos minutos.
  • 1946 Martinica deixa de ser colônia e passa a ser um departamento da França, com os mesmos direitos de um departamento europeu.
  • Hoje Território francês na União Europeia, de maioria cristã, que enfrenta o êxodo de jovens e busca renovação espiritual.
Langues
  • Francêsidioma oficial, usado na administração, na educação e na mídia
  • Crioulo martinicanofalado no dia a dia por grande parte da população, nascido da mistura entre línguas africanas e o francês
  • Crioulo haitianofalado por parte da comunidade de imigrantes haitianos na ilha
  • Tâmilpreservado por famílias descendentes dos trabalhadores indianos trazidos após o fim da escravidão
Géographie, villes et climat

Martinica é uma ilha vulcânica no meio do mar do Caribe, parte do arco das Pequenas Antilhas, entre a Dominica ao norte e Santa Lúcia ao sul. Tem cerca de 1.128 km², divididos entre o norte montanhoso, dominado pelo vulcão ainda ativo Montanha Pelée, e o sul mais plano, de praias e enseadas tranquilas. Florestas tropicais cobrem boa parte do interior, e recifes de coral protegem trechos da costa.

Principales villes

  • Fort-de-FranceCapital e maior cidade, principal porto e centro comercial da ilha
  • Saint-PierreAntiga capital, reconstruída depois de ser destruída pelo vulcão em 1902
  • Le LamentinSegunda maior cidade, sede do aeroporto internacional
  • SchoelcherCidade universitária, batizada em homenagem ao abolicionista Victor Schoelcher
  • Trois-ÎletsVila histórica à beira-mar, terra natal da imperatriz Josefina
  • Sainte-AnneVila turística no extremo sul, conhecida pelas praias de areia branca
  • Le RobertCidade da costa atlântica, com forte tradição de pesca

Climat et températures

Carême (estação seca)De dezembro a abril, com tempo mais firme e menos chuva
Hivernage (estação chuvosa)De junho a novembro, com calor úmido e mais chuva
Temporada de furacõesRisco maior entre agosto e outubro, dentro da hivernage
TemperaturaMédia entre 24°C e 31°C o ano todo, com pouca variação
Brisa alísiaVentos constantes do Atlântico suavizam o calor tropical
Personnalités connues
Joséphine de Beauharnais
Imperatriz da França, nascida em Trois-Îlets
Aimé Césaire
Poeta e político, um dos fundadores do movimento da negritude
Frantz Fanon
Psiquiatra e pensador, autor de obras sobre identidade e colonialismo
Édouard Glissant
Escritor e filósofo, conhecido por seus estudos sobre identidade crioula
Patrick Chamoiseau
Escritor, vencedor do Prêmio Goncourt pelo romance "Texaco"
Euzhan Palcy
Cineasta, primeira mulher negra a dirigir um filme para um grande estúdio de Hollywood
Plats typiques
🍛

Colombo

Ensopado picante de carne ou peixe, temperado com especiarias trazidas pelos imigrantes indianos

🐟

Blaff de peixe

Peixe cozido em caldo temperado com limão, pimenta e ervas locais

🥟

Accras de bacalhau

Bolinhos fritos de bacalhau, servidos como aperitivo em festas

🌭

Boudin créole

Linguiça de sangue temperada com pimenta, tradicional das celebrações

🥑

Féroce d'avocat

Purê de abacate com bacalhau desfiado, farinha de mandioca e muita pimenta

🦀

Matoutou de crabes

Ensopado de caranguejo com arroz, prato típico da Páscoa

🥃

Ti-punch

Bebida à base de rum branco, limão e açúcar de cana, parte central da vida social

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Comprenez

Culture et spiritualité

2a · La culture

Repères culturels

Identidade crioula

A cultura mistura raízes africanas, francesas, indígenas e indianas numa só forma de viver, comer e falar.

Orgulho da língua crioula

Mesmo com o francês como língua oficial, o crioulo martinicano carrega a identidade e a memória do povo.

Música e dança de raiz

O bèlè (canto e dança ao som de tambores, de raízes africanas) e a biguine (ritmo popular de salão) ainda animam festas e encontros da ilha.

Fé pública e visível

Procissões católicas, festas de padroeiros e igrejas cheias aos domingos fazem parte do cotidiano.

Laços de família estendida

Avós, tios e padrinhos participam ativamente da criação das crianças.

Carnaval intenso

Semanas de festa antes da Quaresma reúnem a ilha inteira em desfiles, fantasias e música.

À éviter
Indicateurs socio-économiques

2b · Le terrain

Religions
Católicos82.8%
Evangélicos10.7%
Sem religião2.4%
Outros cristãos2.3%
Muçulmanos0.7%
Bahá'í0.5%
Ce qui doit être racheté · Là où la nation s'est éloignée de Dieu

Domaines de combat spirituel et de captivité culturelle à couvrir dans la prière. Touchez chaque point pour comprendre:

A feitiçaria de raízes africanas ainda influencia decisões e medos de muitas famílias, mesmo entre os que se dizem cristãos.

Grande parte da população se diz católica por tradição, sem uma fé pessoal e viva em Jesus.

O padrão de consumo europeu alimenta a busca por posses como fonte de status e valor próprio.

Muitos jovens deixam a ilha em busca de trabalho, esvaziando famílias e igrejas de novas lideranças.

A memória da escravidão ainda gera mágoa e divisão entre descendentes de diferentes grupos.

A falta de trabalho estável alimenta desânimo e a sensação de futuro bloqueado.

O modelo laico do Estado francês reduz o espaço público da fé e naturaliza a vida sem Deus.

A história de vulcões e furacões alimenta um sentimento de resignação diante do futuro.

Diferenças históricas entre békés, famílias descendentes dos primeiros colonos, e a maioria afrodescendente ainda geram tensão.

O rum é parte da cultura e da economia local, mas também alimenta o alcoolismo em muitas famílias.

Liberté et accès
Persécution religieuse

Como parte da França, Martinica vive sob uma das legislações mais protetoras da liberdade religiosa do mundo: a Constituição francesa garante a qualquer pessoa o direito de professar sua fé, mudar de religião ou não ter nenhuma, sem risco legal. Igrejas, templos e comunidades de fé funcionam abertamente, e não há perseguição do Estado contra os cristãos.

A pressão que existe é social e espiritual, não legal. Em famílias de tradição católica, decidir seguir uma igreja evangélica às vezes gera estranhamento ou resistência dentro de casa. Ao mesmo tempo, o quimbois, a feitiçaria tradicional da ilha, ainda concorre com a fé cristã pela confiança das pessoas em momentos de doença, medo ou conflito familiar. O maior obstáculo ao evangelho em Martinica não é a repressão, mas a indiferença de uma sociedade que já se considera cristã por tradição e vê pouca urgência numa fé mais profunda.

Le score de persécution va de 0 à 100: plus il est élevé, plus la pression sur les chrétiens est forte.

Peuples non atteints

Martinica reúne poucos grupos de povos, mas de origens bem diferentes entre si: descendentes de colonos franceses, a maioria da população afrodescendente e de língua crioula, imigrantes haitianos, uma pequena comunidade de origem indiana (o povo tâmil, trazido para as plantações depois do fim da escravidão) e uma comunidade surda que ainda não tem acesso pleno ao evangelho em sua própria língua. A maior parte dos martinicanos pertence a igrejas cristãs, mas de forma superficial ou parcial: falta profundidade bíblica e discipulado que transforme a fé de tradição em fé pessoal e viva.

No país i
95%cristãos
7%evangélicos
Por população i
0%não alcançada
0,8%significativamente alcançada
  • 0 Não alcançado 0%
  • 0 Pouco alcançado 0%
  • 8 k Superficialmente alcançado 2,4%
  • 315 k Parcialmente alcançado 96,8%
  • 3 k Significativamente alcançado 0,8%
Por grupos de povos i
5grupos de povos
1não alcançados · 20%
  • 1 Não alcançado 20%
  • 0 Pouco alcançado 0%
  • 1 Superficialmente alcançado 20%
  • 2 Parcialmente alcançado 40%
  • 1 Significativamente alcançado 20%

Fonte dos dados de povos: Joshua Project (joshuaproject.net). Estimativas, podem variar.

Quelques peuples non atteints de ce pays

Source: Joshua Project. Estimations, susceptibles de varier.

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Priez

Intercédez pour cette nation

L'appel de Dieu sur la nation

Chaque nation porte un dessein rédempteur. Des traits qui semblent faire partie de l'identité que Dieu désire restaurer:

Ponte entre a Europa, a África e o CaribeAlegria que resiste às dificuldadesMúsica e louvor como marca do povoRaízes de resiliência e esperançaHospitalidade calorosa com quem chega de foraPotencial para alcançar o Caribe crioulo
Sujets de prière
Intercession pour Martinica
Pela igreja martinicana, para que a fé deixe de ser só tradição de família e se torne um encontro pessoal e vivo com Jesus.
Pelos jovens que deixam a ilha em busca de trabalho, para que levem fé viva aos lugares para onde vão e voltem com propósito.
Pela libertação de quem ainda recorre ao quimbois, a feitiçaria tradicional da ilha, em busca de respostas e proteção.
Pela pequena comunidade surda de Martinica, para que tenha acesso ao evangelho em sua própria língua.
Pela cura das feridas da escravidão e das divisões de cor e classe que ainda separam famílias e comunidades.
Por trabalho digno para quem enfrenta o desemprego prolongado na ilha.
Pelos pastores e líderes, para que aprofundem o discipulado e formem novas gerações de líderes que decidam ficar e servir.
Pela comunidade de origem indiana, o povo tâmil, para que conheça mais de Cristo em meio às tradições herdadas dos antepassados.
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Allez

Logistique pour ceux qui souhaitent partir

Heure locale
Heure locale · Fort-de-France
--:--:--
· · UTC-4

Coût de la vie
Custo de vida sem aluguel (1 pessoa) 1.015 €/mês

Estimativa Numbeo

Custo de vida sem aluguel (família de 4)3.752 €/mês Estimativa Numbeo
Nível geral de preçosAlto Cerca de 6% mais caro que a média da Alemanha, segundo a Numbeo
Aluguel de apartamento (1 quarto, centro)800 €/mês Estimativa Numbeo
Refeição em restaurante simples20 € Estimativa Numbeo
Passagem de transporte público (mensal)46 €/mês Estimativa Numbeo
Internet residencial (60 Mbps)39 €/mês Estimativa Numbeo

Coût dans les villes

Fort-de-FranceConcentra os preços mais altos da ilha; o mesmo padrão de vida custaria cerca de 30% a mais em Paris

Valeurs de référence (source: Numbeo). Vérifiez avant de voyager.

Conseils pratiques pour ceux qui partent
  • Aprenda um pouco de francês: ajuda bastante no dia a dia, mesmo com o crioulo sendo a língua do coração.
  • Leve protetor solar e repelente: o sol forte e os mosquitos do Caribe pedem cuidado redobrado.
  • Use o euro como moeda; cartões são aceitos na maioria dos estabelecimentos.
  • Respeite o ritmo mais tranquilo das conversas e dos compromissos locais.
  • Evite viajar durante a temporada de furacões, de junho a novembro.
  • Nos domingos, muitos comércios fecham mais cedo por causa dos cultos e do tempo em família.
  • Use as vedettes (barcas) para atravessar a baía de Fort-de-France, mais rápidas que o carro em horário de pico.
Autres territoires de la nation França
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Envoyez et soutenez

Tous ne partent pas, tous participent

Tous ne partent pas. Tous participent.

Derrière chaque ouvrier parmi ces peuples se trouve un réseau de personnes qui prient sans cesse, prennent soin de la famille restée au pays et soutiennent l'œuvre avec fidélité. Envoyer, c'est aussi une mission.

Commencez par votre église: présentez-lui cette nation, adoptez-la dans une prière continue et marchez aux côtés de ceux que Dieu suscite pour partir.

Outras nações

Bandeira de Brunei

Sudeste Asiático

Brunei

Perseguição