Peuple non atteint
Arara du Mato Grosso
Os araras do Mato Grosso, também chamados araras do Aripuanã, são um povo indígena que habita o norte do estado, às margens do rio Aripuanã, nos municípios de Aripuanã e Colniza. O nome pelo qual são conhecidos vem do costume de usar penas da ave arara como adorno de cabeça, um sinal visível de identidade que os acompanha há gerações.
Vivem em pequenas aldeias espalhadas pelo território demarcado, algumas com poucas famílias, e mantêm um modo de vida moldado pela floresta e pelo rio que corta suas terras. A língua arara tradicional já não é falada como primeira língua no dia a dia: o português é hoje o idioma predominante nos contatos internos e externos.
Por muito tempo viveram com pouco contato externo, até que a chegada de seringueiros no início do século passado abriu caminho para uma relação cada vez mais próxima com órgãos governamentais e com as comunidades vizinhas.
O contato pacífico dos araras do Aripuanã com seringueiros ocorreu por volta de 1928 a 1932, quando o povo passou a integrar a economia da extração do látex na região. Nesse período, o sobrenome de um dos responsáveis pelo seringal foi adotado por parte do povo, um sinal do quanto a relação com os seringueiros marcou a identidade do grupo.
Com o declínio da borracha, na década de 1970, vieram anos de perda de terras e de instabilidade. O povo se organizou para reivindicar o território tradicional, um esforço que resultou na demarcação oficial da terra indígena em 1996, marco que garantiu a permanência das famílias às margens do rio Aripuanã.
| Pays | Part du peuple | Population |
|---|---|---|
Brésil Peu atteint
|
100%
|
300 |
As famílias vivem distribuídas em pequenas aldeias às margens do rio Aripuanã, algumas com poucas famílias, outras reunindo cinco ou mais núcleos familiares. A roça de coivara sustenta o cultivo de mandioca, milho e feijão, complementada pela caça, pela pesca nas águas do rio e pela coleta de castanha e outros produtos da floresta.
Professores, agentes de saúde e a coleta de castanha geram parte da renda em dinheiro, ao lado de atividades ligadas à estrada que corta o território. Escolas, postos de saúde e sistemas de água já fazem parte da rotina das aldeias, num equilíbrio entre tradição e contato crescente com o entorno.
A espiritualidade tradicional dos araras se apoia na crença de que forças invisíveis permeiam o mundo e influenciam a saúde, a segurança e o sucesso do dia a dia. Práticas transmitidas pelos anciãos buscam orientação e proteção diante dessas forças, num conhecimento que passa de geração em geração dentro das aldeias, moldando a forma como o povo enfrenta doença, perigo e as incertezas da vida cotidiana.
Para a maior parte das famílias, essa cosmovisão tradicional segue como o principal quadro de referência para entender o mundo, embora já exista entre os araras do Aripuanã uma pequena presença cristã, com pessoas que ouviram falar de Jesus Cristo e começaram a considerar sua mensagem diante da fé herdada dos anciãos.
Não há registro de porções das Escrituras traduzidas para a língua arara tradicional, hoje sem falantes fluentes no dia a dia das aldeias. O contato com a Palavra, quando acontece, se dá em português, língua que já domina a comunicação entre as famílias e os vizinhos das cidades próximas.
A oralidade ainda molda boa parte da transmissão de conhecimento entre gerações, e não há indício de que a Bíblia tenha alcançado as aldeias em formato acessível à realidade local, seja em áudio, seja em texto, na língua que o povo hoje efetivamente utiliza.
Un peuple ne comprend vraiment l'évangile que lorsqu'il l'entend dans la langue de son cœur. Voyez où en est la traduction.
- Traduction commencée Terminée
- Portions Terminée
- Nouveau Testament Terminée
- Bible complète Étape actuelle
Données de traduction : Joshua Project.
A identidade arara está profundamente ligada à cosmologia tradicional, às práticas rituais transmitidas pelos anciãos e ao vínculo com o território ao longo do rio Aripuanã. O contato com o cristianismo até hoje chegou de forma esparsa, e a distância geográfica das aldeias, somada ao pequeno número de famílias, torna rara a presença de uma comunidade cristã local ou de material bíblico acessível no cotidiano do povo.
O pequeno número de famílias e a distância das aldeias tornam urgente o fortalecimento da infraestrutura já existente, como escolas e postos de saúde, e a garantia de que o território siga protegido. Há também a necessidade de valorização da língua e dos costumes tradicionais diante da crescente aproximação com o português e com o modo de vida das cidades vizinhas.
No campo espiritual, a pequena presença cristã já existente entre os araras do Aripuanã ainda carece de acompanhamento e de uma comunidade de fé mais consolidada, que compartilhe o evangelho em respeito à identidade e à cultura do povo.
Priez pour Arara du Mato Grosso
Intercédez pour ce peuple avec des chrétiens du monde entier.
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